Cresce chance de crime ter relação com ação profissional
Emanuel Amaral
Advogado Antônio Carlos foi morto no dia 9 de maio, no banheiro de um bar, no bairro Nazaré
A hipótese já havia sido levantada pelos delegados da Delegacia Especial de Homicídios (Dehom) dias após o assassinato. O delegado adiantou que a principal vertente investigativa dava conta de que uma insatisfação de um cliente teria motivado a morte do advogado. “Não posso adiantar nenhum detalhe para não atrapalhar as investigações nem futuras prisões”, disse.
Roberto Andrade, confirmou que ainda há pelo menos mais três prisões a serem cumpridas. Ele voltou a afirmar que ainda não possui confissão do casal preso na noite de terça-feira. “Eles falaram alguma coisa que pode linkar a participação deles no crime, mas ainda vamos checar álibis”, disse.
“Ganhamos uma batalha, mas não a guerra”, disse. A pista que fez a Polícia Civil chegar ao casal preso foi dada através do Dique Denúncia, afirma Roberto Andrade. O delegado que estaria em Mossoró para uma viagem em família, admitiu que a ida à região oeste do estado poderia também estar ligada às investigações.
Polícia encontra Doblò queimado na cidade de Iracema, no Ceará
O automóvel supostamente utilizado no assassinato do advogado criminalista Antônio Carlos Souza de Oliveira foi encontrado queimado na cidade de Iracema, no interior do Ceará. A informação foi confirmada pela Polícia Civil. Trata-se de um veículo tipo Dublò, de placas MMW-6343, cor prata, que foi visto por testemunhas depois que o advogado foi morto dentro do banheiro de um bar na zona Oeste. Os relatos indicam que o atirador teria entrado no automóvel e fugido.
Os proprietários do carro, o casal Francine Andrade de Souza e Expedito José dos Santos, foram detidos na terça-feira pela polícia, que investiga a suposta participação dos dois no homicídio. Eles foram presos na divisa entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte. Ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória do conjunto Pirangi, na avenida Ayrton Senna, zona Sul da cidade, e ela para o CDP Feminino de Parnamirim, no conjunto Jardim Aeroporto.
O bacharel não detalhou o envolvimento do casal Expedito e Francine no crime. Apesar de o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Aldair da Rocha, e o delegado geral da Polícia Civil, Ricardo Sérgio, terem confirmado que o caso havia sido elucidado e que os suspeitos confessaram a autoria, Roberto Andrade negou as informações. “Estamos em diligência e as investigações prosseguem. Não temos essa confissão ainda”, disse Andrade.
O
criminalista foi executado a tiros no dia 9 de maio, em um bar no
bairro Nazaré, zona Oeste de Natal. Dois homens seguiram o advogado
dentro do bar, no momento em que ele ia ao banheiro. Após efetuarem os
disparos à queima roupa, os criminosos deixaram o bar em um carro que
estava estacionado fora do estabelecimento.Outra vertente não
descartada pelos investigadores foi a de crime passional. De acordo com
Roberto Andrade, há indícios de que o advogado Antônio Carlos tinha
envolvimentos com parentes de criminosos. Isso poderia ter gerado
insatisfação por parte de algum deles. A polícia não descarta nenhuma
hipótese.